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Mosaico romano policromado e o jardim de água restaurado da Casa dos Repuxos em Conímbriga Acesso prioritário disponível

Os Mosaicos de Conímbriga — a Casa dos Repuxos

Os mais esplêndidos mosaicos romanos de chão em Portugal, numa casa do século II cujas fontes ainda correm sobre a pedra colorida.

Atualizado em julho de 2026 · Equipa de Concierge de Conímbriga Tickets

Os mosaicos de pavimento de Conímbriga são a razão pela qual a maioria dos visitantes vem, e os melhores estão na Casa dos Repuxos — a Casa das Fontes. Trata-se de uma casa urbana romana do século II, construída em torno de um jardim cujos tanques e repuxos foram restaurados e voltaram a correr, com os pavimentos atapetados por alguns dos mosaicos policromos mais bem preservados da Península Ibérica. Este guia explica o que mostram os mosaicos, porque são importantes e como os apreciar ao máximo.

A Casa das Fontes

A Casa dos Repuxos é uma ampla residência privada (domus) organizada em torno de um jardim central com peristilo. As casas romanas desta classe voltavam-se para dentro, de costas para a rua, ao redor de um pátio colunado — e aqui esse pátio albergava tanques ornamentais e dezenas de pequenos repuxos, que deram nome à casa. O restauro devolveu a água ao sistema, pelo que, numa manhã tranquila, as fontes voltam a brincar sobre pavimentos assentados há quase 1800 anos.

Hoje, a casa está parcialmente coberta para proteger os mosaicos, e os visitantes percorrem-na por passadiços elevados que passam por cima dos pavimentos. Esta proteção faz da Casa dos Repuxos o único espaço fechado e sombreado de Conímbriga — e, por ser pequeno, enche-se mal chega um grupo. Recompensa uma visita matinal, antes dos autocarros do meio-dia.

O que os mosaicos mostram

Os pavimentos exibem um rico programa de mosaico policromo em tessela de pedra colorida: cenas de caça com cavaleiros e animais, personificações das quatro estações, figuras mitológicas e largas molduras geométricas que enquadram os painéis figurados. O estado de conservação é notável — as cores e os pormenores mantêm-se em amplas superfícies contínuas, e não em fragmentos.

O mosaico de pavimento romano era, simultaneamente, decoração e símbolo de estatuto. Quanto mais abastado e culto fosse o proprietário, mais ambiciosa era a iconografia — os temas mitológicos e das estações denotavam instrução, e a mera extensão de mosaico fino sinalizava riqueza. Ao ler os pavimentos da Casa dos Repuxos, está a ler a autoimagem de uma próspera família provinciana no auge da fortuna de Conímbriga, no século II.

Como apreciá-las no seu melhor

Vá primeiro, logo às 10:00, quando abre. A Casa dos Repuxos é o local mais visitado de Conímbriga e o que mais se enche, por isso vale a pena dar prioridade a esta janela de tranquilidade matinal em detrimento de tudo o resto. Percorra os passadiços com calma e observe tanto as bordaduras como os painéis centrais — grande parte do trabalho mais requintado está nos detalhes da moldura.

Para fotografar, a luz difusa no interior da casa coberta é generosa com os mosaicos; não há o brilho intenso do meio-dia para combater. Os repuxos a funcionar no jardim central são a fotografia que todos desejam — um arco fino de água sobre o pavimento romano. A fotografia pessoal é permitida; os tripés podem carecer de autorização.

Para além da Casa dos Repuxos

A Casa dos Repuxos não é o único mosaico de Conímbriga. A vasta Casa de Cantaber — uma das maiores casas romanas do império ocidental — tem os seus próprios pavimentos e pátios, e outros mosaicos recuperados por todo o sítio estão expostos no interior do Museu Monográfico, onde os pode ver ao nível dos olhos e ler a respetiva interpretação.

Ver os mosaicos na casa e depois novamente no museu liga os pontos: a casa mostra-os no seu lugar, na arquitetura para a qual foram criados, enquanto o museu revela o detalhe e a maior diversidade do que a escavação recuperou. Juntos, fazem de Conímbriga o melhor sítio em Portugal para compreender o mosaico romano.

Perguntas frequentes

O que é a Casa dos Repuxos em Conímbriga?

Uma casa senhorial romana (domus) do século II, construída em torno de um jardim central com tanques ornamentais e repuxos de água — os repuxos — que foram restaurados para voltarem a funcionar. Os seus pavimentos exibem alguns dos mosaicos policromos mais bem preservados da Península Ibérica, o que a torna a atração mais célebre de Conímbriga.

O que representam os mosaicos de Conímbriga?

Cenas de caça, personificações das quatro estações, figuras mitológicas e elaboradas bordaduras geométricas, tudo em tesselas de pedra colorida. São simultaneamente decoração e uma demonstração da riqueza e cultura do proprietário.

As fontes romanas ainda funcionam mesmo?

Sim — o sistema hidráulico da Casa dos Repuxos foi restaurado, pelo que os repuxos ornamentais voltam a brincar sobre os pavimentos de mosaico no jardim central. Numa manhã sem vento, é a imagem de marca de todo o sítio arqueológico.

Posso pisar os mosaicos?

Não. Na Casa dos Repuxos, os visitantes percorrem passadiços elevados que atravessam o espaço acima dos pavimentos, permitindo contemplar os mosaicos do alto sem nunca os pisar. Esta solução protege as tesselas e proporciona uma vista aérea privilegiada dos motivos decorativos.

Quando estão os mosaicos menos concorridos?

Logo às 10:00, à abertura. A Casa dos Repuxos é pequena, coberta e o local mais concorrido do sítio arqueológico, enchendo quando os autocarros de excursão e os grupos escolares chegam por volta do meio-dia. Visite-a primeiro, antes de tudo o resto.

Há mais mosaicos no museu?

Sim. O Museu Monográfico no local expõe, ao nível do olhar, mosaicos recuperados de toda a Conímbriga, com legendas interpretativas, a par de moedas, vidros, cerâmica e instrumentos cirúrgicos romanos. A entrada está incluída no mesmo bilhete.